O Grupo St. Marche, renomado por suas redes de supermercados premium St. Marche e Empório Santa Maria, enfrenta um turbilhão financeiro! Com uma dívida colossal de R$ 639 milhões, incluindo R$ 200 milhões em Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), a empresa recorreu ao Tribunal de Justiça de São Paulo.
O objetivo? Suspender temporariamente a execução e o vencimento antecipado dessas dívidas por 60 dias, buscando fôlego para renegociar com os credores e evitar uma recuperação judicial.
Para conduzir essa delicada missão, o grupo contratou a FTI como assessora financeira e o escritório TWK para suporte jurídico. A medida abrange não só a holding St. Marche Participações, mas também suas principais operações: Hortus, Alimentum, Virtus, Sanctus, Astrum, Fides, Via e Fortis.
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Processo de mediação em andamento
Recentemente, a empresa iniciou um processo de mediação na Aliar, Câmara de Resolução de Conflitos, demonstrando seu empenho em encontrar soluções amigáveis.
Entretanto, a situação se complica com credores como a Quatá Investimentos, gestora do fundo Quatá Co Plus, e outros investidores que já declararam o vencimento antecipado de dívidas somando R$ 8,25 milhões.
Além disso, o FIDC Não-Padronizado Alternative Assets I, gerido pelo BTG Pactual, principal credor com R$ 276 milhões, tem sido um desafio nas negociações, especialmente devido ao não cumprimento de índices financeiros que poderiam antecipar o vencimento das debêntures garantidas pelas ações do St. Marche.
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Juros altos atrapalharam
A expansão ambiciosa do grupo, que aumentou de 21 para 33 lojas entre 2021 e 2023, exigiu um investimento de R$ 120 milhões. Contudo, a alta das taxas de juros e um fluxo de caixa negativo de R$ 10 milhões em janeiro colocaram a empresa em uma posição delicada.
Com um faturamento de R$ 1,32 bilhão em 2024, o St. Marche agora busca reestruturar suas dívidas enquanto aguarda que as novas lojas atinjam maturidade e rentabilidade, processo que pode levar de quatro a cinco anos.
Em meio a esse cenário desafiador, o St. Marche demonstra determinação em superar a crise, renegociando com credores e ajustando suas operações para garantir a continuidade de suas atividades e manter a confiança de seus clientes e parceiros.
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