A CORAGEM DE ROMPER COM A MESMICE

A CORAGEM DE ROMPER COM A MESMICE

POR LUIZ ANTONIO SECCO – AZOV CONSULTORIA

Uma consumidora anda por uma rua comercial, ou pelo mall de um shopping. As lojas se sucedem e, após caminhar 15 ou 20 minutos, ela mal lembra por que lojas passou – a não ser que já seja cliente de algumas em particular.

O impacto diário que uma consumidora recebe de informação de marcas, marketing, vendas, é gigantesco. Centenas de informações, outdoors, anúncios, comerciais, logos, banners, on-line e físicos, disputando um lugar na cabeça de uma pessoa que tenta absorver uma fatia delas, mas que, de fato, não consegue se recordar de quase nada.

Esta constatação da falta de recall das pessoas sobre os múltiplos impactos que as atingem, facilmente demonstrável através de pesquisas, não impede as marcas e, especialmente, as agências de publicidade, de continuarem propondo e realizando este marketing avassalador no cotidiano.

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O Papel das Consultorias na Transformação do Varejo

Em meio a tantos estímulos, um que é o tema deste texto, é a mesmice de várias lojas oferecendo produtos das mesmas categorias, tentando vender seus sortimentos da mesma forma como fazem há 10, 20, 30, 40 anos, ininterruptamente.

A mediocridade com que essas lojas tentam abordar as clientes, com produtos, vitrines, visual, atendimento, políticas de produto / preço exatamente iguais ao que praticam há tempos, se por um lado é irracional, por outro é compreensível.

É uma zona de conforto dos empresários que, mesmo se defrontando com vendas em queda e prejuízos recorrentes, ficam perplexos mas continuam a operar suas lojas como antes, sem conseguir “sair da caixa”, ousar e fazer uma ruptura com o passado.

Os mesmos produtos, o mesmo sortimento, a mesma política de preços, o mesmo marketing, as mesmas vitrines e visual merchandising, o mesmo atendimento com as mesmas equipes, tudo vai conspirando para empurrar cada vez mais a empresa para baixo, até o fim.

Este estado de coisas, que já é clássico em qualquer época, é acelera- do quando o mercado passa por crises e varejistas são forçados a sobreviver retirando vendas dos competidores.

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Varejistas podem atuar em moda, lar, lazer, alimentação ou serviços

Não importa em que segmento atue, todos deveriam entender que a única possibilidade de sobreviver a vários anos, além da coragem de ter iniciado no varejo, é ter a ousadia de romper com o status quo de tempos em tempos, e mudar muita coisa.

Esta coragem é a matéria-prima necessária para iniciar o processo.

A partir daí, é possível que seja necessário recorrer a profissionais externos, pois raramente a força de mudança consegue ser ativada e implementada somente com recursos e equipes internas. Há uma miríade de empresas de consultoria, e de fornecedores de serviços para varejistas:

  • Consultorias de varejo
    Consultorias de estilo
    Consultorias financeiras Consultorias de imagem e branding Empresas de arquitetura
  • Empresas de logística
    Empresas de recrutamento e seleção Empresas de TI
    Empresas de e-commerce

E assim por diante.

O foco na mudança exige um Projeto, abarcando as diversas áreas da organização.

É claro que o produto final deverá sempre ser uma análise, diagnóstico e solução das três áreas fins do varejo:

  • Produto
  • Marketing
  • Vendas

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