Ao acompanhar o conteúdo do SXSW deste ano, uma coisa ficou clara: o futuro que antes parecia distante está cada vez mais presente — e cheio de oportunidades para quem sabe onde observar. Como sou pragmática por natureza, gosto de consumir essas tendências com um filtro bem específico: como isso se conecta com o dia a dia dos negócios?Onde já dá para agir?
Entre os temas que mais me chamaram atenção, dois se destacam com força: longevidade e conexão humana ambos atravessados por tecnologia, bem-estar e novas formas de consumo. E se tem um setor que pode — e deve — capturar esse movimento, é o varejo.
Estamos diante de um consumidor que está vivendo mais mas também buscando viver melhor Isso significa mais saúde, mais equilíbrio, mais propósito, mais experiências.
Produtos e serviços que promovem bem-estar, que respeitam o tempo das pessoas e que entregam valor real têm cada vez mais espaço — seja no autocuidado, na alimentação, na mobilidade, ou mesmo na moda e no entretenimento.
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O que isso abre de oportunidade para o varejo?
💡 Inovação em produtos
A longevidade ativa e a busca por bem-estar criam novas demandas e, com elas, novas categorias ou reinvenções:
- Beleza e autocuidado: linhas de skincare com ativos regenerativos para peles maduras, embalagens mais fáceis de manusear, rótulos legíveis, fragrâncias mais suaves e formulações clean beauty.
- Alimentação: snacks funcionais com foco em saúde intestinal, blends adaptogênicos para energia sustentada, produtos sem ultraprocessados com design premium.
- Moda e acessórios: roupas com tecnologia têxtil para conforto térmico, vestuário com proteção UV, tênis com foco em ergonomia e equilíbrio.
- Casa e bem-estar: móveis funcionais e elegantes, pensados para longevidade; colchões e travesseiros com sensores de postura e apps que acompanham a qualidade do sono.
- Experiências: pacotes de viagens wellness, serviços de assinatura que integram saúde física, mental e nutrição — inclusive com curadoria digital guiada por IA.
A lógica aqui é simples: esse consumidor não quer “menos”, ele quer o que faz mais sentido pra ele hoje. Marcas que souberem ouvir, adaptar e reposicionar seus portfólios com autenticidade vão sair na frente.
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🤖 Inovação no atendimento (com apoio de IA)
Se o consumidor muda, a forma de se relacionar com ele também precisa evoluir. E a tecnologia — especialmente a IA — pode (e deve) ser usada como aliada do humano, não substituta.
Pense em um ponto de venda com produtos de alto valor. Agora imagine:
- Um consultor que, ao receber o cliente, já tem um resumo com preferências anteriores, produtos comprados, interesses recentes online e até estado de espírito baseado em interações anteriores (com consentimento e ética, sempre).
- Um sistema que sugere, em tempo real, abordagens diferentes conforme o perfil da pessoa**, seja ela mais analítica, mais impulsiva, mais conectada com bem-estar ou com
- Uma IA que assiste o time de loja com scripts adaptativos, sugestões de cross-sell e até dados de estoque e personalização de combos.
- Em e-commerce ou canais digitais, bots empáticos com repertório ampliado, que entendem a intenção por trás da busca e recomendam com mais precisão (e não apenas com base no histórico de cliques).
E o mais importante: a decisão final e a conexão seguem humanas. A IA está ali para apoiar, trazer inteligência de contexto e liberar tempo e energia para o que realmente importa: criar uma experiência memorável.
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Conclusão
Oportunidade não falta. Falta, às vezes, coragem de testar, ajustar e implementar de forma mais rápida. As tendências estão aí. A tecnologia também. O consumidor já mudou. A pergunta é: e o seu negócio, vai acompanhar?
Inovação não é só sobre o novo. É sobre ouvir melhor, agir mais rápido e entregar o que realmente importa. Bora?