Lojas Renner tem queda no lucro e anuncia recompra de ações de R$ 1 bi

Lojas Renner tem queda no lucro e anuncia recompra de ações de R$ 1 bi

A Lojas Renner (LREN3) divulgou seus resultados do quarto trimestre de 2024, registrando um lucro líquido de R$ 487,2 milhões, uma queda de 7,5% em relação ao mesmo período do ano anterior e abaixo das expectativas do mercado, que estimavam R$ 630,6 milhões.

O EBITDA ajustado da companhia foi de R$ 1,025 bilhão, representando um aumento de 1,7% em relação ao ano anterior, mas ainda assim abaixo das projeções dos analistas, que esperavam R$ 1,096 bilhão.

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Recompra de Ações: Estratégia para Valorizar os Investidores

Em resposta a esses resultados, a Lojas Renner anunciou um ambicioso programa de recompra de ações, no valor de até R$ 1 bilhão, correspondente a 7,13% das ações em circulação (75 milhões de ações ordinárias). O objetivo é aumentar o retorno de capital aos acionistas, além dos dividendos e juros sobre capital, e agregar valor adicional aos investidores.

As aquisições das ações serão realizadas no período de até 18 meses, com início em 20 de fevereiro de 2025 e término em 20 de agosto de 2026.

Mudanças na Estratégia da Renner

A decisão de descontinuar algumas projeções, como Entregas D+2 e Custo Logístico sobre Receita Líquida Online, além de indicadores da Camicado, reflete um refinamento na estratégia da empresa e a priorização de projetos.

Essas medidas demonstram o compromisso da Lojas Renner em se adaptar às mudanças do mercado e buscar constantemente a valorização para seus acionistas.

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O que isso impacta no varejo em geral?

A divulgação dos resultados financeiros da Lojas Renner no quarto trimestre de 2024 e as ações subsequentes da companhia evidenciam desafios e ajustes estratégicos no setor de varejo. A queda no lucro líquido e o desempenho abaixo das expectativas reforçam a pressão sobre empresas do setor para otimizar custos e melhorar margens, especialmente diante de um ambiente competitivo e da volatilidade econômica.

A recompra de ações, como estratégia para impulsionar o retorno ao acionista, sugere uma busca por valorização em um momento de menor crescimento. Além disso, a decisão de descontinuar algumas projeções indica um movimento de realinhamento estratégico, com foco na eficiência operacional e na rentabilidade de longo prazo.

No varejo, tais ajustes são fundamentais para manter a competitividade, equilibrando expansão e sustentabilidade financeira em um mercado em constante transformação.

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